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Estratégias de mercado da Reserva e Carmim

12:30


No CINM, representantes das marcas Carmim e Reserva falaram sobre as estratégias adotadas para enfrentar as dificuldades no mercado brasileiro e crescer apesar disso. Registro aqui os principais pontos que os fazem ter destaque em seu segmento.




Palestra Fernando Sigal - Reserva

A marca Reserva aposta no atendimento mais intímo ao consumidor. O perfil do cliente é mais extrovertido, desencanado e a marca reflete esse estilo no atendimento. Recentemente, abriram um hamburgueria com a identidade da marca. Fernando destacou que “a marca tem que ter alma” (já repararam que cada vez mais ouvimos esse discurso? até falei neste post e aqui também. O caminho parece ser um só: ser autoral e transmitir a identidade da marca). Em toda a palestra o foco foram as pessoas.

Contou sobre a parte da produção das camisetas que desde o começo é terceirizada.  A marca optou por se dedicar ao que fazem de melhor, a gestão do negócio. Com esse estilo já são 30 lojas em 7 anos. Possuem agência de branding dentro da reserva, nenhuma campanha sai sem autorização dessa equipe.

Caio Braz (repórter da Gnt e empresário da marca de camisetas de alfaiataria com seu nome), questionou a precificação dos produtos.  Afirmando que as peças são muito caras. Fernando respondeu que há uma política de transparência muito clara em relação ao preço. Em relatório, disponibilizam o preço das peças com custo do produto, custo operacional reserva e lucro da marca que ao final tem margem de 15%. Afirmou que cada vez mais estão baixando o preço mas para manter qualidade é necessário manter fornecedores que se preocupam com este aspecto. Achei interessante a empresa adotar essa medida.

Outros pontos:
1°) Permanentemente, se preocupam em entender as necessidades do cliente. E fazem de tudo para satisfazer esses desejos. 
2°) Disse que não tem apoio governamental e que a trajetória foi bem difícil. Recorreram a financiamentos para manter operações da empresa no início mas que hoje reinvestem todo o lucro na empresa.
3°) Afirmou que toda marca deve ter complexo de inferioridade, pois isso faz com que sempre queiram ser melhores.

                                                     


Reynaldo Pasqua - Carmim




Já a Carmim tem o perfil diferente mas de igual modo bem sucedido. A marca é conhecida pelo jeanswear e optou por fabricar as peças, por serem melhores neste aspecto ao invés de ter lojas próprias. Isso possibilitou que a Carmim se espalhasse por inúmeras multimarcas. Possuem apenas 11 lojas próprias que são como um showroom da marca também, tem 2 casas Carmim que é um espaço para oferecer conforto aos compradores e Carmim Casa. Também já fizeram trailler customizado como showrom, formato de loja itinerante.

Perfil do público – Mudaram o perfil do público da marca para 25 a 35 anos sofisticando as peças.
O público da Carmim era jovem e não tinha poder de compra. Redirecionamento: Mulheres de bom gosto, sofisticadas e que gostam de moda e variedade de peças.
Atenção nesse ponto: O perfil da marca é de um mulher real e não idealizada. O que refletiu diretamente nos produtos. 


Contra a pirataria das etiquetas em 2003, disse que isso permitiu que se reinventassem. Passaram a fazer etiquetas em couro com ferragens e aceleraram o processo de sofisticação dos produtos. 

Sobre digitalizar a marca, Reynaldo Pasqua,  disse que a preocupação foi fazer com que o cliente sentisse parte desse universo e transmitisse os valores da marca. São pioneiros no comércio eletrônico, em 2010 lançaram uma loja online. Esclareceu que mesmo com loja online a preferência sempre será a loja física. Por esse motivo não enxerga concorrência no segmento online com lojas físicas. Afirmou que a compra online é realizada por uma que não aconteceria fisicamente, sendo assim online e offline se complementam e comunicam o estilo de vida da marca. O site também ajuda nas compras offline já que possibilita a pesquisa prévia. E aí entra a importância de conhecer o processo de moda e de uma tendência. Foi o que aconteceu no caso dos sneakers, a marca soube aproveitar o momento de produzir e vender esse produto.

+++
800 peças para mostruário no showroom a cada coleção;
O maior retorno para vendas online ainda é o Google. Foram a primeira marca a investir em anúncios em aeroportos;
Optam por adiar promoções ou não fazê-las para não desvalorizar o produto. Organizam para isto Bazares com peças que sobraram de coleção e tentam dar no máximo 50% de desconto;
Evitam sinalizar lojas, então, a divulgação de produtos mais baratos acaba acontecendo na venda.
Comentou também que a concorrência do vestuário não acontece apenas com este setor mas com os mais diversos. Viagens, por exemplo.

Post longoooo. Mas riquíssimo de dicas para gestão de negócios de moda por profissionais de alto nível não é todo dia! Tinha que contar tudo! ;)


 

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